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JUSTIÇA PARA QUEM? SINDICATO LANÇA 2ª PARTE DO DOCUMENTÁRIO QUE DENUNCIA PRECARIZAÇÃO DE COMARCAS VINCULADAS

JUSTIÇA PARA QUEM? SINDICATO LANÇA 2ª PARTE DO DOCUMENTÁRIO QUE DENUNCIA PRECARIZAÇÃO DE COMARCAS VINCULADAS

27 jul 2020 | Equipe do sindicato foi até Salitre, Campos Sales e Antonina do Norte para mostrar a dificuldade de acesso à justiça nas cidades que estão com as suas comarcas extintas Com o intuito de denunciar a dificuldade de acesso à justiça com a política de vinculação de comarcas no interior do estado, o Sindicato dos Servidores […]

Equipe do sindicato foi até Salitre, Campos Sales e Antonina do Norte para mostrar a dificuldade de acesso à justiça nas cidades que estão com as suas comarcas extintas

Com o intuito de denunciar a dificuldade de acesso à justiça com a política de vinculação de comarcas no interior do estado, o Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário do Estado do Ceará (SindJustiça Ceará) lançou na última semana mais um episódio da série que mostra de perto o impacto que essas ações proporcionam a municípios distantes da capital cearense, que, na prática, significa a extinção dessas unidades.

Dessa vez, o sindicato foi até Salitre, município com o menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do estado, que fica a 520 km de Fortaleza. O município sempre teve sua comarca vinculada à de Campos Sales, que acaba absorvendo uma larga quantidade de processos. 

É mostrado também nesse episódio a situação de Antonina do Norte, também localizada na região sul. O fórum da cidade inicialmente já era agregado e chegou a se tornar sede, mas foi novamente vinculado ao município de Assaré.

Com essas extinções, os moradores dessas cidades sofrem principalmente com a necessidade de deslocamento para fazer consultas processuais, participar de audiências e muito mais. Os municípios, por sua vez, não possuem a estrutura de transporte necessária para disponibilizarem aos cidadãos. Já no município com a comarca inicial como Campos Sales, os servidores também acabam sendo prejudicados com a larga quantidade de processos, que demoram ainda mais tempo para serem concluídos.

Sem acervo processual, sem audiências, sem servidores e sem a presença de jurisdicionados, as comarcas vinculadas estão totalmente abandonadas, geralmente com apenas um servidor cedido pela Prefeitura do local.

Essas e outras situações são mostradas na segunda parte do documentário através de entrevistas com os moradores, advogados, procuradores e prefeitos dos municípios afetados. 

Vale ressaltar que as gravações do vídeo foram feitas em dezembro de 2019, antes da pandemia do novo coronavírus e das medidas de isolamento social. Por isso, nenhum dos entrevistados está usando máscara de proteção.

CONFIRA ABAIXO A SEGUNDA PARTE DO DOCUMENTÁRIO “JUSTIÇA PARA QUEM?”

LIVE DE LANÇAMENTO

O lançamento dessa segunda parte do documentário foi realizada de forma on-line na última quarta-feira (22/07). O sindicato realizou uma live especial às 16 horas com a presença de dois personagens da primeira e segunda parte da série “Justiça Para Quem?” – Heliomar Henis, advogado da região de Salitre, e Rildo de Andrade, Procurador de Barroquinha, município retratado na primeira parte dessa videorreportagem.

Além dos profissionais que participaram das gravações, a live também contou com a participação do Coordenador-geral do SindJustiça Ceará, Roberto Fontenele, e o Coordenador Jurídico, Thiago Sampaio, diretor que acompanhou as gravações dos documentários.

No ao vivo, Fontenele ressaltou que a extinção de comarcas é só um dos primeiros passos do projeto em andamento no TJCE, que ainda contempla a precarização da força de trabalho do Judiciário e, em seguida, a aplicação unilateral do teletrabalho. “Para quem achava que estava ruim com a extinção das comarcas, com o teletrabalho vai reafirmar o afastamento da justiça para a população. […] Nós temos que nos unir para barrar esse projeto. Esse processo não tende a recuar se não houver mobilização”, complementa Fontenele.

CONFIRA A LIVE DE LANÇAMENTO

A LIÇÃO QUE VEM DA BAHIA

Após um ano, o Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJBA) recuou no seu projeto de fechamento de comarcas do interior e irá reabrir as 18 unidades que haviam sido fechadas. A decisão foi anunciada no dia 20 deste mês após audiência de conciliação realizada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Em nota publicada no site do TJBA, o Presidente do Poder Judiciário da Bahia (PJBA), Desembargador Lourival Almeida Trindade, anunciou a reversão da desativação de todas as Comarcas, que deverá ser referendada pelo Tribunal Pleno.

A diretoria do SindJustiça Ceará espera que, além do documentário do sindicato que mostra a realidade da população com essas agregações, o exemplo da Bahia também sirva de alerta para que a administração do TJCE recue nessa precarização do acesso à justiça com a vinculação de comarcas.

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