Um grupo formado por técnicos judiciários estiveram no Palácio da Justiça, na manhã desta segunda-feira (17/11), para tentar se reunir com o presidente do TJCE, desembargador Heráclito Vieira. Acompanhados da diretoria do SindJustiça Ceará, o grupo era formado pela Comissão de Técnicos Judiciários, criado durante o seminário do cargo, juntamente com outros servidores da base.
A tentativa de diálogo com a Presidência teve o objetivo de detalhar o pedido feito através da carta aberta elaborada durante o Seminário “Judiciário em Construção: O Papel dos Técnicos – O Protagonismo da Base na Defesa do Serviço Público”, realizado de 07 a 08 de novembro. Na carta, os técnicos judiciários reivindicam equiparação vencimental entre servidores do plano antigo e plano novo.
Como o presidente estava com a agenda cheia, o grupo, acompanhado da diretoria do sindicato, não conseguiu se reunir com o desembargador. Porém, Walberto Martins, que faz parte da Comissão, e o coordenador-geral da entidade, Roberto Eudes, conversaram com o juiz auxiliar da Presidência, Marcelo Roseno.
Na ocasião, o gestor informou que a proposta poderá ser incluída no segundo bloco de negociações com o Tribunal, quando deverão ser retomadas as tratativas entre o sindicato e a administração, em janeiro de 2026. O juiz esclareceu que os estudos para a implementação de uma nova classe para os servidores de nível superior, bem como para a criação da gratificação de produtividade destinada aos servidores do plano antigo e aos estabilizados, já estão em conclusão. Esses pleitos foram negociados pelo SindJustiça, que vem acompanhando a situação de cada grupo.
O sindicato já tem marcada uma nova Mesa de Diálogo Institucional para esta quarta-feira (19/11), quando deverá ratificar o pleito dos técnicos e cobrar a implantação das pautas que estão em estudo pelo Tribunal. Na sexta-feira (21/11), a reunião é com o próprio presidente do TJ, momento em que o sindicato detalhará o pleito dos técnicos.
Igualdade Salarial já!
Após estudo realizado pela Comissão de Técnicos, foi constatado que, após mais de 15 anos de vigência do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) de 2010 (Lei nº 14.786/2010), esse novo plano gerou defasagem média de 20% a 25% na remuneração dos técnicos judiciários em relação aos colegas não optantes da Lei — ainda que todos desempenhem as mesmas funções, atribuições e responsabilidades.
Por isso, os técnicos judiciários seguem mobilizados e confiantes de que o Tribunal reconhecerá a importância da valorização isonômica desses profissionais, que sustentam diariamente o funcionamento da Justiça cearense. “A aproximação salarial não é apenas uma reparação histórica, mas um passo necessário para fortalecer a carreira, garantir justiça interna e assegurar melhores condições de trabalho para quem dedica sua vida ao serviço público”, destaca Roberto Eudes, coordenador-geral do sindicato.
O SindJustiça Ceará continuará acompanhando cada etapa das negociações e reafirma seu compromisso com a defesa dos técnicos judiciários.



