Nos últimos dias temos visto as movimentações da administração do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) se ampliarem, em torno da retomada do trabalho presencial.
Inicialmente estava prevista a retomada a partir de 01 de julho, data que foi postergada para o dia 14 de julho, em anúncio às vésperas do retorno ao trabalho presencial.
A criação do plano de retorno, formulado pela administração do TJCE, foi largamente anunciada, todavia, as medidas de prevenção frente a possibilidade ampliação do contágio de coronavírus (COVID-19), ainda são pouco trabalhadas.
Como sabemos, de pouco adianta a disponibilização de álcool 70% e o uso de máscara facial, se não houver a identificação daquelas pessoas que são portadoras do vírus, mas que são assintomáticas e contribuem, decisivamente, para a propagação da doença.
Estudos apontam que 40% dos transmissores são assintomáticos (clique aqui para ver matéria sobre o assunto). Além disso, de acordo com o levantamento realizado pela Universidade Federal de Pelotas (UFPEL), Fortaleza concentra 20,2% de incidência de pessoas com o agente infeccioso; Sobral, por sua vez, já teve 26,4% da população infectada. Com tais números, Fortaleza figura na terceira posição de municípios mais afetados, enquanto Sobral está na primeira posição. (clique aqui para ver matéria sobre o assunto)
Não obstante ao já indicado acima, diversos municípios do interior do estado veem os casos de coronavírus dispararem, o que demonstra o processo de interiorização da doença.
Outra preocupação é o crescente aumento dos casos em cidades onde a retomada das atividades econômicas ocorreram de forma precipitada, dentre elas Belo Horizonte e Goiânia.
Experiência do SindJustiça e o exemplo a ser seguido
Após deliberar que o sindicato só retomará as atividades presenciais e, consequentemente, a reabertura de sua sede, quando da retomada das atividades presenciais dos servidores, a Diretoria Colegiada dor SindJustiça Ceará adotou diversas providências.
Além de alterações no layout da sede, com o objetivo de assegurar o distanciamento entre o servidor em atendimento e os funcionários, outras medidas foram implementadas, dentre elas: a higienização frequente, a disponibilização de álcool 70% e outras ações.
Como dito, embora todas essas iniciativas sejam extremamente importantes, a realização de exames de COVID-19, daqueles que retornarão ao trabalho presencial é fundamental. Nesse sentindo, a diretoria do sindicato passou implementar uma política de testagem a fim de identificar casos ativos da doença.
Com o anúncio do retorno ao trabalho presencial, caberia a administração do Tribunal de Justiça a adoção de uma política de testagem dos servidores, arcando com os custos dos exames, identificando casos ativos e afastando os servidores, quando for o caso.
Esta, sem dúvidas, é uma das políticas mais eficazes de mapeamento da doença e dos casos de coronavírus, de orientação ao isolamento vertical e de prevenção, visto que minimiza os riscos de ampliação do contágio.
Temos sempre alertado: retorno ao trabalho, só com segurança! Nossa vida está em primeiro lugar!
Não basta indicar a retomada dos trabalhos presenciais e, consequentemente, expor ao risco uma quantidade significativa de servidores e jurisdicionados. Diante da persistência da doença, é fundamental a adoção de um plano ainda mais robusto, que contemple a reivindicação de testagem dos servidores.